terça-feira, 28 de junho de 2011

Produção de material didático

O presente material didático compõe-se de uma abordagem teórica e metodológica de caráter interdisciplinar relacionando de conteúdos das disciplinas de Fenômenos Físicos I e Geometria Analítica no Espaço e a utilização das TICs (Tecnologias da informação e comunicação), desenvolvidas no quinto semestre de licenciatura em Matemática pela Universidade Federal de Santa Maria.
 Os conteúdos aqui relacionados serão em função da Primeira Lei de Kepler e Curvas cônicas, especialmente a Elipse.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Módulos 1 e 2

Referencial teórico  






Primeiramente acha-se necessário entender a interdisciplinaridade entre estas duas áreas do conhecimento, que sem dúvida nenhuma têm uma ligação estritamente visível.

Na proposta de reforma curricular do Ensino Médio, a interdisciplinaridade deve ser compreendida a partir de uma abordagem relacional, em que se propõe que, por meio da prática escolar, sejam estabelecidas interconexões e passagens entre os conhecimentos através de relações de complementaridade, convergência ou divergência. A integração dos diferentes conhecimentos pode criar as condições necessárias para uma aprendizagem motivadora, na medida em que ofereça maior liberdade aos professores e alunos para a seleção de conteúdos mais diretamente relacionados aos assuntos ou problemas que dizem respeito à vida da comunidade.
Todo conhecimento é socialmente comprometido e não há conhecimento que possa ser aprendido e recriado se não se parte das preocupações que as pessoas detêm. E ainda, para Silva (2009) a interdisciplinaridade não está na integração das ciências, mas na atitude do cientista [ou do modelador matemático] que, ciente de sua capacidade limitada pela necessidade de especialização, busca informações de outras áreas que permitam melhor compreensão do fenômeno estudado.
A Resolução 3 do CEB estabelece em seu artigo 8º:
 Na observância da Interdisciplinaridade, as escolas terão presente que: 
         I - a Interdisciplinaridade, nas suas mais variadas formas, partirá do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos, que pode ser de questionamento, de negação, de complementação, de ampliação, de iluminação de aspectos não distinguidos; 
         II - o ensino deve ir além da descrição e procurar constituir nos alunos a capacidade de analisar, explicar, prever e intervir, objetivos que são mais facilmente alcançáveis se as disciplinas, integradas em áreas de conhecimento, puderem contribuir cada uma com sua especificidade, para o estudo comum de problemas concretos, ou para o desenvolvimento de projetos de investigação e/ou de ação; 
         III - as disciplinas escolares são recortes das áreas de conhecimentos que representam, carregam sempre um grau de arbitrariedade e não esgotam isoladamente a realidade dos fatos físicos e sociais, devendo buscar entre si interações que permitam aos alunos a compreensão mais ampla da realidade; 
(Resolução CEB nº 3, de 26 de junho de 1998 
Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio).

Partindo destes princípios, percebe-se que a Física e a Matemática vêm sendo trabalhadas mediante a apresentação de conceitos, leis e fórmulas, privilegiado a teoria e a abstração, em detrimento de um desenvolvimento gradual de abstração, que pelo menos parta da prática e de exemplos concretos.
Nesta perspectiva pretende-se, aliar duas ciências intimamente ligadas desde os tempos da antiguidade: a Astronomia e a Matemática, através de atividades que possam fazer sentido ao educando, do estudo dos conteúdos em questão, através de objetos de aprendizagem sendo, qualquer material ou recurso digital com fins educacionais, ou seja, recursos que podem ser utilizados no contexto educacional de maneiras variadas e por diferentes sujeitos. (Sosteric e Hesemeier, 2001)
Para César Augusto Nunes, especialista em física de partículas e teoria de campos, doutor e pesquisador da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo, no processo de aprendizagem os alunos passam por várias etapas: relacionam novos conhecimentos com os que já sabiam, fazem e testam hipóteses, pensam onde aplicar o que estão aprendendo, expressam-se por meio de várias linguagens, aprendem novos métodos, novos conceitos, aprendem a ser críticos sobre os limites de aplicação dos novos conhecimentos, etc. A vantagem dos objetos de aprendizagem é que, quando bem escolhidos, podem ajudar em cada uma dessas fases. Existem objetos de aprendizagem muito bons para motivar ou contextualizar um novo assunto a serem tratados, outros ótimos para visualizar conceitos complexos, alguns que induzem o aluno a certos pensamentos, outros ideais para uma aplicação inteligente do que estão aprendendo... Quando os objetos são interativos, consegue-se que o aluno tenha um papel bastante ativo. 

A Matemática e a Astronomia são ciências que contribuíram para o desenvolvimento da civilização. Não podemos falar em Astronomia sem relacionarmos as leis matemáticas nas suas aplicações. Sendo ela uma das ciências mais antigas, deu origem a muitas outras, tão importantes quanto ela.
        
         Nos séculos III e IV a.C, por exemplo, com o desenvolvimento da civilização grega, foram sendo obtidas respostas aos problemas da Astronomia com o uso de cálculos geométricos: isso permitiu criar um modelo geocêntrico do universo, medir o raio da terra, medir o raio da lua, as distâncias entre a terra e a lua, e a terra e o sol.

A Astronomia está fortemente relacionada à Matemática, pois foi, a partir da observação dos corpos celestes, que surgiram diversos conceitos matemáticos, hoje conhecidos. Sabemos que, quando informações são absorvidas de forma interessante e estimulante, a tendência é que seja gerada uma demanda maior pelo conhecimento.        

domingo, 26 de junho de 2011

Apresentação teórica do conteúdo

Como tudo surgiu?
Desde a antiguidade, o céu vem sendo usado como mapa, calendário e relógio. Os astros eram estudados com objetivos práticos, como medir a passagem do tempo (fazer calendários) para prever a melhor época para o plantio e a colheita (Vertente prática), ou com objetivos mais relacionados à astrologia, como fazer previsões do futuro (Vertente mística). Nessa época a primeira visão científica de mundo, da nossa natureza, foi o formato da terra. De acordo com Heródoto, os Fenícios quando circunavegaram a África, perceberam a mudança do sol, à direita ao irem para oeste, o que significava uma mudança na orientação do local do sol, dando idéia de que a terra era redonda. No século quinto,a primeira teoria plausível ,e mesmo assim não era a melhor,foi a de Pitágoras.O movimento do sol era descrito pela observação.Através do Gnômon, que consistia apenas de uma vara fincada, geralmente na vertical, no chão; a observação da sombra dessa vara, provocada pelos raios solares, permitia materializar a posição do Sol no céu ao longo do tempo.Caracterizava-se o tempo também pelo movimento da Lua,sendo que antes de Newton ninguém se aventurara a descrever estes movimentos,sendo o movimento das estrelas, perfeito para a medida de tempos curtos. Erastóstenes, um bibliotecário e diretor da Biblioteca Alexandrina de 240 a.C. a 194 a.C. o qual foi o primeiro a medir o diâmetro da Terra. Ele notou que, na cidade egípcia de Siena, no primeiro dia do verão, ao meio-dia, a luz solar atingia o fundo de um grande poço, ou seja, o Sol estava incidindo perpendicularmente a Terra em Siena. Já em Alexandria, situada ao norte de Siena, isso não ocorria; medindo o tamanho da sombra de um bastão na vertical, Erastóstenes observou que em Alexandria, no mesmo dia e hora, o Sol estava aproximadamente sete graus mais ao sul. A distância entre Alexandria e Siena era conhecida como de 5000 estádios. Um estádio era uma unidade de distância usada na Grécia antiga. Em relação a distância à lua e ao sol,refere-se a Aristarco que acreditava que a terra se movia em torno do sol e estudava um modo de medir a distância do Sol e o tamanho da Lua. Na mesma época de Erastóstenes, Aristarco usou uma geometria elegante e de extrema simplicidade para medir a distância Terra-Sol, já conhecendo a distância da Terra à Lua. O que nos leva a imaginar o quanto da sabedoria antiga se perdeu ao longo da história. Aristarco sabia que quando a Lua exibia um quarto iluminada (crescente ou minguante) era possível desenhar o triângulo retângulo. O primeiro calendário foi o babilônico (calendário Juliano) que fixava o ano de 360 dias. Para os Egípcios 365 dias em função das cheias do Rio Nilo. Em função das mudanças da definição da data da Páscoa Nicolau Copérnico formulou o calendário Gregoriano. O primeiro observador que trouxe novidades em relação a erros contidos no calendário gregoriano foi Tycho Brahe. Construiu tabelas sobre as posições de determinados objeto se principalmente dos planetas observou detalhadamente o planeta Marte. Em Praga encontra Kepler. Este deu algumas idéias sobre o universo, afirmando que gostaria de descrever as leis do universo através de uma matemática simples. Kepler precisava de observações finas para fortalecer seus pensamentos, da matemática como beleza do mundo. Utilizando-se dos dados obtidos por Tychó Brahe,e formulou três leis que levam seu nome.A primeira delas refere-se as órbitas elípticas(através do estudo da órbita de Marte).A segunda diz que as áreas em relação ao sol são varridas de maneira constante.Buscando uma lei mais universal ,encontra que o quadrado do período é proporcional ao cubo do raio de revolução.
Daremos ênfase a Primeira Lei formulada por Kepler, que se refere às órbitas elípticas e estudaremos as propriedades da elipse, onde em qualquer ponto da curva, a soma das distâncias desse ponto aos dois focos é constante.











sábado, 25 de junho de 2011



Estudo da Elipse

           Dados dois pontos F1 e F2 ( focos ) e um segmento de medida 2a, denomina-se elipse o lugar geométrico (LG) dos pontos do plano tais que:
PF1 + PF2 = 2a
Equação reduzida


Relação entre os coeficientes
Eixo maior: V1V2 = 2a
Eixo menor: M1M2 = 2b               a2 = b2 + c2
Distância focal: F1F2 = 2c


A excentricidade da elipse é o número e, tal que: e = c / a

Observações:
1)      Se eixo maior da elipse paralelo ao eixo x




     
 (x – h)2 / a2 + (y – k)2 / b2 = 1, a > b



2)   Se eixo maior da elipse paralelo ao eixo y








 (y – k)2 / a2 + (x – h)2 / b2 = 1, a > b





















sexta-feira, 24 de junho de 2011

                 A primeira Lei de Kepler

O cientista Johannes Kepler (1571–1630) foi um dos precursores no tratamento matemático das questões envolvendo as órbitas dos planetas.
A Primeira Lei de Kepler é a lei das órbitas, que diz:
“… Todos os planetas se movem em orbitas elípticas tendo o Sol como um dos focos…”  (HALLIDAY, David,  Física 2, pg. 14.)
É como o caso do planeta Terra, por exemplo, que executa um movimento ao longo de uma órbita elíptica em torno do Sol, embora a excentricidade seja pequena, de modo que pode ser aproximado por um círculo, dependendo do rigor da análise. Observe a figura 01, que representa uma órbita elíptica de um planeta qualquer em torno do Sol:

Note que a distância Rp representa a distância mínima do planeta ao Sol. Esta é a distância do periélio, ou seja, no caso da Terra, cuja massa é representada por m, a distância em que ela está mais próxima do Sol, cuja massa aqui é representada por M. A distância Ra representa o raio maior, ou seja, do apogeu, como exemplo do que ocorre no planeta Terra, que é a distância máxima possível de ser alcançada por estes corpos. Este tipo de movimento acontece com os corpos orbitando em torno do centro de massa. Como a massa do Sol é muito maior que a massa da Terra, o centro de massa deste sistema fica localizado dentro do próprio Sol. É a posição do foco F. O foco F’ é um ponto localizado simetricamente ao foco F, no lado oposto da elipse. Este é também conhecido como “foco vazio” (HALLIDAY, 2004).

Para a maioria dos planetas, a excentricidade e é muito pequena, e conseqüentemente suas órbitas são aproximadamente circulares. Note que a meia distância entre os dois focos é dada por ea, ou seja, e.a. neste caso, se a excentricidade e for zero a distância ea também será zero, que é o caso especial do movimento circular.
O raio r, o ângulo θ e o raio maior a são úteis para a análise do movimento quando se utiliza um sistema de coordenadas polares. Neste caso, a origem do sistema de coordenadas é o corpo central, que no caso aqui citado é o Sol.








quinta-feira, 23 de junho de 2011

                    Recursos:


                  
"...Nas discussões, em grupos de estudos entre professores, é comum ouvir que a educação, em sua fase atual, tem objetivos voltados para a preparação do aluno, visando enfrentar os desafios cotidianos impostos por sua condição de cidadão. Neste contexto, os estudos estão voltados para propostas pedagógicas que visam a construção de atividades que o aluno possa experimentar, vivenciar, visualizar, simular e comunicar.
A inserção dos computadores, no ensino da Matemática implicará em refletir sobre mudanças que a informática acarreta no processo ensino-aprendizagem e reorganizar as estratégias pertinentes ao uso desta tecnologia..."





         Para a realização da proposta em questão,serão utilizados os seguintes recursos:
  



  Estratégias:
  •  Diálogo dirigido;
  •  Vídeo sobre a órbita da terra (análise e discussão)
  •  Leitura de: O jardineiro, a elipse e as leis de Kepler (Construindo a elipse) Artigo do professor Luiz Barco, em que conta a história de um jardineiro que construiu um jardim a partir de uma elipse (Revista Superinteressante), como introdução ao trabalho
  • Exposição oral dos conteúdos pelo professor;
  • Construções de elipses através de atividades utilizando o software Geogebra
  • Utilização do Objeto de aprendizagem contido em http://www.fisica.ufc.br/solange/kepler.html com atividades para vivenciar o conteúdo trabalhado.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Módulos 3 e 4

Atividades Práticas:
Diálogo dirigido aos alunos sobre o tema proposto .Neste momento o professor deverá relatar de forma breve ,aspectos significativos sobre a evolução da ciência ,mas precisamente a astronomia,chegando às Leis kepler.
Para dar uma introdução ,aos alunos sobre o tema proposto,será exibido um vídeo :Espaço nave Terra ,que mostra,entre outros, o caminho percorrido por nosso planeta em torno do sol.






*Discussão e análise do vídeo
*Estudo da Elipse





Construção manual da elipse
Material: Separe duas tachinhas (de prender papel em quadros de cortiça) ou dois alfinetes, um pedaço de barbante, um lápis, uma régua e uma folha de papel.
Procedimento:
               Trace no papel, com a régua, um segmento de reta de cerca de 20 cm. Marque o extremo desses segmentos com as letras F e F’ – os focos da elipse. Prenda no papel as duas tachinhas (ou alfinetes) nos dois extremos do segmento traçado, os pontos F e F’. Pegue um pedaço de barbante com cerca de 40 cm. Faça dois nós em suas extremidades e prenda esses dois nós às tachinhas, como mostra a figura abaixo:
               Com um lápis, estique o fio, como mostra a Figura abaixo:
               Agora trace com o lápis uma volta completa, mantendo o barbante esticado. A figura que você traçou é uma elipse. Como o barbante tem comprimento fixo, a soma dos comprimentos de qualquer ponto da linha que você traçou aos pontos F e F’ é constante.
               Professor, peça aos alunos que identifiquem, na elipse criada, os seus elementos:
  • Focos: são os pontos F1 e F2.
  • Distância focal: é a distância 2c entre os focos.
  • Centro: é o ponto médio C do segmento F1F2.
  • Eixo maior: é o segmento A1A2 de comprimento 2a. (o segmento A1A2 contém os focos e os seus extremos pertencem à elipse)
  • Eixo menor: é o segmento B1B2 de comprimento 2b (B1B^ A1A2 no seu ponto médio).
  • Vértice: são os pontos A1, A2, B1 e B2.







Leitura:

Artigo revista Superinteressante;

O jardineiro, a elipse e as leis de Kepler

"Um simples fio e dois gravetos bastaram para fazer um jardim de geometria complicada

por Luiz Barco"


No início de março, estive em Lins, interior de São Paulo, para dar a aula magna (de abertura do ano letivo) da Fundação Paulista de Tecnologia e Educação. Essa universidade, que abriga a Escola de Engenharia, onde lecionei por alguns anos, é uma das mais belas que conheci nos meus mais de trinta anos de magistério. Aproveitei então para andar pelas alamedas, visitar salas, laboratórios e centros de ensino e pesquisa. Nesse passeio, dei de cara com o jardineiro que, emocionado, me abraçou e perguntou se eu ainda gostava de plantas. Respondi que sim e ele prometeu me dar algumas mudas.

Escola boa é isso. Até o jardineiro é diferente e a diferença está em que ele ama seu trabalho. Essa é a química, a mágica que fabrica o sucesso. Esse encontro lembrou-me de seu antecessor, que durante algum tempo cuidou daqueles jardins. Certa vez, ele encontrou uma folha amarrotada no meio do gramado e desenrolando-a viu o desenho de uma elipse. Sem pestanejar resolveu usar aquela figura como modelo para um jardim. Quando ele me contou isso não resisti à tentação e quis saber como ele havia desenhado a elipse. O jardineiro não se fez de rogado: apanhou dois pequenos gravetos e os fincou no solo a uma certa distância.

A seguir me explicou que bastava amarrar um barbante um pouco maior que a distância entre as duas estacas, com uma ponta em cada uma . Depois, era só apanhar uma terceira estaca e esticar o barbante para desenhar o contorno, a curva que chamamos elipse .
Repare na figura 3 que as distâncias F1P e F2P, somadas, resultam no comprimento livre do barbante e isso vale para todos os pontos da curva (elipse). Assim, dados dois pontos fixos (chamados focos), denomina-se elipse o lugar geométrico dos pontos do plano cuja soma das distâncias aos focos é constante. Tente construir sua elipse com dois alfinetes ou pequenos pregos, um pedaço de linha, uma folha de papel, uma pequena prancheta de madeira e um lápis.


Nossos antepassados levaram mais de 2 000 anos para se convencerem de que a Terra gira em torno do Sol e que a órbita descrita por ela não é circular e sim elíptica. Quem "plantou" essa idéia foi o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630). Ele descobriu, em 1605, que a órbita de Marte era elíptica e em 1609 publicou em seu livro Astronomia nova duas leis básicas sobre questões que tinham mobilizado os cientistas durante séculos. A primeira trata da forma das órbitas:
I - As órbitas planetárias são elipses nas quais o Sol ocupa um dos focos.

A segunda lei de Kepler determina as velocidades ao longo da trajetória: o planeta acelera quando se aproxima do Sol e desacelera quando se afasta.

II - O segmento imaginário SP que liga o Sol ao planeta descreve áreas iguais em tempos iguais 

Se o tempo que o planeta leva para percorrer o arco P1P é o mesmo que leva para percorrer P3P4 então as áreas são iguais. Ou seja, as áreas percorridas pelo raio vetor que une o centro do Sol ao centro do planeta são proporcionais ao tempo gasto para percorrê-los.

Em 1618, no livro Harmonice mundi, Kepler anunciava a terceira de suas leis, que relaciona as velocidades às dimensões da órbita independentemente das características físicas do planeta (quanto mais distantes estiverem do Sol mais lentamente eles giram).

III - Os quadrados dos tempos gastos nas revoluções dos planetas são proporcionais aos cubos das medidas dos eixos maiores de suas órbitas. Não exagera quem considera a obra de Kepler a maior descoberta científica de todos os tempos, pois ela tornou possível o desenvolvimento das teorias do físico inglês Isaac Newton (1643-1727) e ofereceu respostas a perguntas feitas por cientistas como o matemático de Alexandria Cláudio Ptolomeu e o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Kepler foi uma espécie de jardineiro de seu tempo, que plantou o Sol e fez florescer uma nova visão da ciência.

SUPER 080, maio 1994





















domingo, 19 de junho de 2011

Atividades propostas

Exercícios-Elipse

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E PROPOSTOS
1 – Determine a excentricidade da elipse de equação 16x2 + 25y2 – 400 = 0.
SOLUÇÃO: Temos: 16x2 + 25y2 = 400. Observe que a equação da elipse não está na forma reduzida. Vamos dividir ambos os membro por 400. Fica então:

Portanto, a2 = 25 e b2 = 16. Daí, vem: a = 5 e b = 4.
Como a2 = b2 + c2 , vem substituindo e efetuando,  que c = 3
Portanto a excentricidade e será igual a : e = c/a = 3/5 = 0,60
Resposta: 3/5 ou 0,60.
2 – CESCEA 1969 – Determine as coordenadas dos focos da elipse de equação
9x2 + 25y2 = 225.
SOLUÇÃO: dividindo ambos os membros por 225, vem:

Daí, vem que: a2=25 e b2=9, de onde deduzimos: a = 5 e b = 3.
Portanto, como a2 = b2 + c2, vem que c = 4.
Portanto, as coordenadas dos focos são: F1(4,0) e F2(-4,0).
3 – Determine a distancia focal da elipse 9x2 +25y2 – 225 =0.
SOLUÇÃO: a elipse é a do problema anterior. Portanto a distancia focal ou seja, a distancia entre os focos da elipse será:
D = 4 – (- 4) = 8 u.c (u.c. = unidades de comprimento).
4 – Calcular a distancia focal e a excentricidade da elipse 25x2 + 169y2 = 4225.
Resposta: e = 12/13 e df = 2c = 24.
5 – Determinar a equação da elipse com centro na origem, que passa pelo ponto P(1,1) e tem um foco F(-Ö 6 /2, 0).
Resposta: x2 + 2y2 = 3.


Mais exercícios:

terça-feira, 14 de junho de 2011

No laboratório de informática...
o qual apresenta diversas atividades interativas usando o software geogebra.




Atividade “Leis de Kepler”









        














  A constatação de que o movimento dos planetas
 obedece a algumas Leis Físicas específicas ocasionou um
 grande desenvolvimento na área da Astronomia.
         Kepler dedicou muitos anos ao estudo do movimento
 dos planetas até que formulasse as três Leis que vamos estudar
.As Leis de Kepler são essenciais para o estudo de fenômenos 
celestes, como eclipse, eventos de alinhamento dos planetas,
 movimento e período da órbita de cometas, etc. Desta forma, 
o estudo destas Leis de uma forma interativa é importante para
 facilitar o seu entendimento.Vamos então analisar as Três Leis 
de Kepler para o movimento dos Planetas!

Atividades no objeto de aprendizagem contido em  http://www.fisica.ufc.br/solange/kepler.html,